Os Judeus do vaticano

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A atitude do Vaticano e do Papa Pio XII com respeito aos judeus durante a Segunda Grande Guerra foi objeto de uma vasta polêmica historiográfica. Historiadores, servindo-se da correspondência do Vaticano, chegaram a conclusões divergentes quanto ao papel do Papa e de seus representantes durante a guerra. A América Latina distante da guerra, profundamente católica, neutra a princípio e favorável aos países aliados posteriormente oferecia vantagens reais a um Estado como o Vaticano, cuja preocupação pelo destino das vítimas do racismo era essencial a sua razão de ser. A famigerada Noite dos Cristais, ocorrida entre 9 e 10 de novembro de 1938, foi o estímulo que impeliu a autoridade papal a tomar uma atitude em favor das vítimas do nazismo. Em 31 de março de 1939, dois importantes líderes do catolicismo alemão, Faulhaber, o Arcebispo de Munique, e Berning, o bispo de Osnabruck, apelaram ao recém-eleito Papa Pio XII, solicitando-lhe que obtivesse do presidente do Brasil uma concessão especial de 3.000 vistos destinados a católicos não-arianos da Alemanha. Apesar da oposição do Conselho de Imigração e Colonização, o presidente Getúlio Vargas e Oswaldo Aranha decidiram não contrariar a vontade do Papa. Porém, não tardou muito até o governo brasileiro expor as primeiras de uma longa série de dificuldades visando à negação dos vistos especiais. Primeiramente, exigiu-se que os batizados viessem providos de uma quantia de dinheiro que a política de arianização do regime nazista os impedia, obviamente, de possuir, mais tarde, negou-se a acolhida a famílias mistas nas quais um dos cônjuges fosse judeu. Ao chegarem os primeiros imigrantes ao Brasil, surgiu a suspeita quanto à origem legal dos seus certificados de batismo, e assim por diante. Mas não só o Brasil criava problemas para aceitar judeus, batizados ou não, e a preocupação de alguns líderes católicos não era tão-somente com as vidas humanas em questão, mas também com o bom nome católico e o prestígio dos bispos alemães e da Santa Sé. Eles estavam plenamente conscientes de que as organizações judaicas estavam obtendo vistos para os refugiados judeus, o que o Vaticano não lograva fazer para seus batizados. Ao final, somente 1.000 vistos foram liberados do total da cota especial concedida pelo governo brasileiro ao Papa. Trata-se dos vistos que estavam em poder do embaixador em Roma Hildebrando Accioly. Os 2.000 restantes foram congelados pelo embaixador em Berlim. A autoridade do Papa e os esforços diplomáticos do Vaticano não foram suficientes para salvar 2.000 judeus batizados da Alemanha. Este é o trabalho aqui dsenvolvido por Avraham Milgram, que lançou mão de documentos do Itamarati e do Vaticano numa pesquisa acurada e rica em detalhes. Ele passa em revista a política imigratória brasileira nos anos 30/40 e a postura adotada pelas autoridades do governo Vargas, num dos momentos mais sangrentos da nossa história recente. Trata-se nas palavras de Alberto Dines, DE UM esplendido trabalho investigativo, que resulta num extremamente salutar ... exercício de memória.
 

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